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Menor, mais curto, mais intenso: o Nobel de 2018


By bertuzzo - Posted on 23 outubro 2018

Palestrante: 
Prof. Marcelo Martinelli (IFUSP)
Data: 
Quarta-feira, 31 Outubro, 2018 - 18:00

A invenção do laser em 1960 permitiu concentrar luz em regiões pequenas do espaço, por períodos arbitrários de tempo. Assim, se tomarmos um laser intenso e concentrarmos a luz em uma região pequena do espaço, podemos manipular pequenos objetos, como se usássemos pinças de luz. Por outro lado, se concentrarmos temporalmente a energia do laser em um pulso ultracurto, teremos um campo extremamente intenso. Podemos assim investigar fenômenos em tempos da ordem de femto-segundos (10^(-15)s). Ou usar o campo extremamente intenso formado para esculpir dispositivos. Ou ainda gerar luz em frequências mais altas, chegando a geração de rios-X com lasers. Pelas imensas possibilidades abertas por estas implementações que cabem em uma mesa, Arthur Ashkin, Donna Strickland e Gérard Mourou receberam o Nobel desde ano. Veremos alguns exemplos de como manipular a luz para atingir estes extremos, e como aplicar isso para avanços em áreas como biologia e química. As possibilidades parecem ilimitadas.